segunda-feira, 30 de abril de 2007

Ah, o futebol....




Ah, o futebol!!! Para muitos um simples esporte, que não leva a nada. Para outros, uma paixão que transcende os limiares humanos, tornando, a pessoa em questão, capaz de realizar qualquer sacrifício em prol de um coletivo, a favor de uma sociedade que o rodeia, enfim a torcida de seu time.
Mas o que faz do futebol um esporte tão diferenciado em relação aos demais, afinal a maioria deles têm bola, rede, jogadores, juizes, e principalmente competição. Por que o futebol se tornou o esporte mais popular, em relação aos demais, e em tão pouco tempo, no Brasil?
Possivelmente a resposta para esta pergunta reside na própria sociedade. Podemos justificar a afirmação acima com os seguintes argumentos: no futebol, tanto dentro quanto fora dos campos (estendemo-nos apenas até as arquibancadas), é possível observar a relação de igualdade em todos os seus personagens, diferentemente da realidade brasileira onde todos sabemos que o rico continua mais rico a cada ano e o pobre cada vez em pior situação de vida. Dentro de campo, em uma partida, as equipes, embora uma delas tenham melhores jogadores, maior técnica ou maior preparo físico, iniciam o jogo de igual para igual, ou seja sem nenhuma vantagem (11 contra 11). Nas arquibancadas patrões, empresários, funcionários e até trabalhadores autônomos, podem torcer, cantar e vibrar junto, incentivando seu time a vencer “a batalha”. Além de ser um esporte de massa, ou seja, todos podem jogar, em qualquer lugar a qualquer hora. De chinelo, descalço, chuteira igual as dos jogadores profissionais. E o golzinho feito por chinelo então? Por essas e outras que aonde se vai tem pessoas jogando futebol.
É também nas arquibancadas possível notar 2 situações marcantes, que devem ser ressaltadas. Uma delas é o espetáculo, o show, a arte das torcidas, a alegria nas comemorações (contudo algumas vezes se excedem), as exatas coreografias exercidas por todas, as bandeiras,as suntuosas fumaças coloridas, tudo pode ser visto como uma manifestação artística dado ao nível de organização e beleza.E a outra situação é o desabafo de cada torcedor que vai a um estádio para esquecer os problemas do dia a dia, tentar desestressar da vida que leva na sociedade, e essa vida, o momento pelo qual passa pode ser o suficiente para explicar o porque de algumas pessoas destruírem os estádios. Não estamos aqui defendendo ninguém, muito menos esses vândalos que vão aos “coliseus dos tempos modernos” em busca de briga e destruição. Muito pelo contrário tentamos aqui achar uma explicação para tal comportamento, pois a partir desta pode-se perceber onde esta o problema crucial para a diminuição da violência nos esportes. Temos que melhorar a sociedade para que não só o futebol, mas até outros esportes, não se esqueça o caráter social dos esportes.


Mas o futebol, dos 11 contra 11, é onde começa a magia. Quem não se encanta com um grande drible que desconcerta o zagueiro(elástico, pedalada, corte, chapéu e etc.), quem não vibra com uma bola chutada a gol mesmo que o jogador erre. Até os passes são animadores, derrepente o craque da camisa 10, mistificada pelo habilidoso brasileiro Pelé, faz uma lançamento de 30, 50 ou até mais metros para o centroavante que só empurra a bola para a rede, ou então um belo passe de calcanhar que tira toda a defesa da jogada. Mas pode ocorrer um erro, um erro daquele cara de camisa diferente no meio do campo, e seu time pode ser elimidado por causa disso, a torcida,claro, fica nervosa mas fazer o que ele também é humano e tem o direito de errar. O que dizer de uma falta na meia lua aos 44 do segundo? E um penâlty, derrepente ele é defendido, e o que parecia perdido e acabado voltando ao ponto inicial. Ah, o futebol...

By Eder e Iuri