segunda-feira, 23 de abril de 2007


Nada é tão antigo e tão atual do que tentar entender a existência humana. Antes mesmo de ter sido novidade para os primeiros nomes da Filosofia, este tema sempre trouxe a carga filosófica que qualquer pessoa carrega, mesmo sem querer. A pergunta mais comum: “Existirmos, a que será que se destina?”

Infelizmente, em sua maioria, os homens comportam-se de forma obediente. Procuram, desde sempre, entregar suas mentes ao primeiro ser disposto a conduzi-los pelo caminho da ilusão, da irrealidade, das respostas fáceis, impedindo-os de conhecer o maravilhoso dom da liberdade de pensamento.

Dentro de nossa sociedade, as religiões persistem, absurdamente, mostrando sua "doutrina", que não permitem qualquer forma de contestação. Muito pelo contrário, a filosofia nasce quando os seres humanos começam a tentar entender o mundo objetivamente, através da razão e da experimentação. Deste modo, o fato de a origem da vida ser um mistério não significa que temos de criar seres sobrenaturais para explicar o que a ciência atual ainda é incapaz de explicar totalmente. A curiosidade sobre nossa existência e de toda a grandiosidade e mistério do Universo não devem abrir as portas para a superstição, mas sim para o prosseguimento das pesquisas que nos levem a explicações aceitáveis, coerentes e baseadas no que é real.

Pode-se dizer que vivemos de sentimentos, como dor, alegria, tristeza, euforia, amor, felicidade, esperança. Cada hora um deles se sobrepõe aos demais. Mas ninguém é infeliz sempre, ou sente dor indefinidamente.”
Em casa, na escola, no trabalho ou numa mesa de bar, questionar-se sobre a existência é sempre sinal de maturidade. No entanto, o que está em jogo é o próprio bem estar cotidiano, que está ligado ao conhecimento que cada um tem da própria existência. As atitudes capazes de mudar radicalmente a vida de alguém podem surgir disso.

Há muito o que questionar...
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by Shaieny

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